O Brasil não apresentou “rigorosamente nada” como time e dependeu de um lance individual para evitar a derrota, avaliou Mauro Cezar Pereira no Posse de Bola, do Canal UOL.
Ao analisar o empate por 1 a 1, o comentarista disse que a seleção segue sem um setor coletivo confiável e citou Vinícius Júnior como a exceção que impediu um resultado pior.
Minha conclusão é a seguinte: o trabalho do Carlo Ancelotti é ruim demais. Depois de um ano e alguns meses, né? Março do ano passado. É um trabalho ruim. O Brasil não tem rigorosamente nada. Zero. Zero. Não tem nada que você possa falar: setor do time que funcione, alguma qualidade que você possa destacar do ponto de vista coletivo. Você vai viver do quê ali? Vai viver de qualidades individuais, lampejos. E foi por conta de um lampejo, de um momento individual do Vinícius, que o Brasil escapou de uma derrota. Aquele gol veio numa hora salvadora, quando o Brasil era dominado, perdia e parecia muito mais próximo de tomar um segundo gol do que de ameaçar o adversário.
Na sequência, Mauro Cezar contestou a ideia de que Vinícius não rende pela seleção e disse que os números do atacante mostram participação decisiva quando o Brasil marca gols.
O Vinícius Júnior, com ele em campo, o Brasil em campo, com o Vinícius, o Brasil fez oito gols. Ele participou de sete. Passes para gol, gols marcados ou construção de jogada. É uma das maiores falácias que há dizer que o Vinícius não joga na seleção. Isso não é verdade.Mauro Cezar Pereira
Rodrigo Mattos também apontou um cenário de cobranças internas após a atuação e disse que a lista de jogadores “ameaçados” por desempenho pode ir além dos nomes mais óbvios, citando Lucas Paquetá.
Se a gente olhar, o Paquetá, por exemplo, é um que também pode estar ameaçado pela atuação ruim que ele teve. Enfim, tem muita gente mal. E eu acho que o Carlo Ancelotti com escolhas muito ruins, no geral.Rodrigo Mattos
Para o jornalista, o empate acabou dentro do que o jogo mostrou, com uma melhora relativa no segundo tempo, mas sem sinal de força. “O Brasil teve um pouco melhor no segundo tempo, teve mais chance, mas não foi, assim, uma demonstração de força do Brasil”, disse.













